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A ISENTY

Metodologia

Como a Isenty faz cada conta: de onde vem cada dado, os grupos de carros, a Fipe e a desvalorização, revisões e seguro, a nota das revistas e o índice de destaque, com exemplos.

Atualizado em 03/11/2026

Foto: Just a Man, CC BY 4.0. Ver créditos

Esta página explica todas as contas da Isenty, uma por uma, com exemplo. Ela junta e amplia o que está em Como calculamos e em De onde vêm os dados.

Os exemplos usam números redondos, só para mostrar a conta. Não são preços de nenhum carro.

De onde vem cada dado

  • Preço de tabela: o preço que a montadora sugere. Vem do site da montadora, guardando nome, data e link, ou de sites de notícia quando dois ou mais dão o mesmo valor.
  • Preço PCD e preço CNPJ: vêm de quem vende (montadora, consultor de venda direta, plataforma das lojas) ou de orçamento enviado por quem usa o site, sempre conferido.
  • Ficha técnica: Inmetro, Latin NCAP, sites das montadoras e bases abertas. Cada fato guarda a fonte.
  • Fipe: a tabela da Fundação Fipe, que é a média de preço do carro no mercado.
  • Foto: fotos de divulgação das montadoras ou de acervos com licença livre, sempre com o crédito.

Quando um dado ainda não foi conferido em pelo menos uma fonte boa, a tela mostra “a conferir”. Quando o preço ou um dado da ficha (potência, porta-malas, comprimento) veio de uma fonte só, a tela mostra “a confirmar”. Quando o número sai de uma conta, e não de uma fonte, a tela mostra “estimado”.

Grupos de carros

Cada carro cai em um de três grupos. O grupo diz o que a página precisa mostrar.

Grupo Que carro é O que a página mostra
A Tem desconto PCD ou CNPJ, confirmado ou estimado Tudo: preço, desconto, ficha, Fipe com histórico, foto, revisões, seguro e índice de destaque
B É vendido 0 km, mas sem desconto PCD nem CNPJ Fipe, histórico e desvalorização, com o motivo de não ter desconto
C Saiu de linha Fipe, histórico e desvalorização

Os motivos mais comuns do grupo B são dois. O carro custa mais que R$ 200 mil, que é o teto da isenção PCD. Ou o carro é importado, e o importado não tem a isenção de IPI do PCD. Nos dois casos, só entra no grupo A se alguém publicar um preço CNPJ.

Fipe e desvalorização

A Fipe publica uma tabela nova todo mês. A Isenty guarda todos os meses, para formar o histórico. O gráfico da página do carro mostra a Fipe mês a mês.

Desvalorização é quanto o carro perde de valor com o tempo. A conta usa sempre o mesmo código Fipe, que é o número que a Fipe dá para cada versão.

Perda em 12 meses. Pegamos a Fipe do carro 0 km de um ano atrás e a Fipe de hoje do mesmo carro, agora usado.

Exemplo: o 0 km valia R$ 100.000 em outubro do ano passado. Hoje, o mesmo carro usado vale R$ 85.000.

  • Conta: 1 menos (85.000 dividido por 100.000) = 1 menos 0,85 = 0,15.
  • Resultado: perda de 15% em 12 meses.

Perda média por ano. Quando há mais anos de histórico, a conta mostra quanto o carro perde, em média, a cada ano.

Exemplo: o 0 km valia R$ 100.000 há 3 anos. Hoje, usado, vale R$ 72.900.

  • Conta: 72.900 dividido por 100.000 = 0,729. A raiz cúbica de 0,729 (porque são 3 anos) é 0,9. E 1 menos 0,9 = 0,1.
  • Resultado: perda de 10% por ano, em média.

Regras da conta:

  • A perda aparece com 13 meses ou mais do mesmo código. Com menos, a página mostra uma estimativa: a Fipe de hoje do carro de um ano antes, comparada com a Fipe de hoje do 0 km. Essa conta mistura o reajuste de preço com o uso, por isso tem o rótulo.
  • Quando a montadora lança uma geração nova, a Fipe dá um código novo. Aí a página mostra “geração nova”, sem comparar com o carro antigo, porque são carros diferentes.
  • Os valores são em reais da época, sem descontar a inflação.

Revisões e seguro

Revisões. Somamos o preço das 3 primeiras revisões, pela tabela que a própria montadora publica, com a data e o link. Onde a montadora não publica a tabela, ou não deixa o nosso robô ler, a página mostra “a conferir”. Não estimamos revisão.

Exemplo: 1ª revisão R$ 600, 2ª R$ 900, 3ª R$ 750. Soma: R$ 2.250. Num carro de R$ 100.000, isso é 2,25% do preço.

Seguro. Nunca é cotação. A página mostra a média de 3 ou mais cotações enviadas por quem usa o site, conferidas uma a uma. Sem isso, pode mostrar uma estimativa: a Fipe vezes a taxa média do seguro do 0 km, mas só quando essa taxa foi conferida em fonte oficial. Sem nenhum dos dois, aparece “a conferir”.

Exemplo: seguro de R$ 4.500 por ano, num carro de R$ 100.000, é 4,5% do preço.

Nota das revistas

Quase nenhuma revista brasileira dá nota em número. Por isso a Isenty mostra quantas revistas recomendam o carro, como faz o site de cinema Rotten Tomatoes.

Como funciona:

  1. Cada avaliação vira positiva (recomenda), mista (prós e contras) ou negativa (não recomenda).
  2. Quem lê é um programa de inteligência artificial, que precisa copiar a frase que prova o veredito. Outro programa confere se a frase está mesmo no texto. Sem a frase, a avaliação sai da conta. Caso duvidoso vai para uma pessoa da equipe.
  3. Cada revista pesa igual. A positiva vale 1 ponto, a mista vale meio ponto e a negativa vale zero.

Exemplo com 3 revistas: uma positiva, outra positiva e uma mista.

  • Conta: (1 + 1 + 0,5) dividido por 3 = 0,83.
  • Resultado: 83% da imprensa recomenda.

Regras:

  • A nota só aparece com 3 avaliações de 3 revistas diferentes. Com menos, a página mostra só a lista.
  • A média de 0 a 100 aparece só quando há 3 ou mais notas em número. Uma nota 4 de 5, por exemplo, vira 80 de 100.
  • Vale a geração atual do carro. Teste feito antes da reestilização (a mudança de visual no meio da geração) pesa metade. Teste com mais de 3 anos sai da conta.
  • Versão elétrica e versão híbrida contam separado da versão a combustão.
  • A página nunca mostra o texto da revista: só a nota, o nome da revista, a data, o link e um resumo escrito pela Isenty.

Quem entra: só revista cujo arquivo robots.txt (onde o site diz o que um robô pode ler) e cujos termos de uso permitem a leitura por robô. Hoje são a Quatro Rodas e o AutoPapo. Webmotors, iCarros, AutoMais, Top Gear e UOL Carros ficam fora porque os termos de uso proíbem robô ou porque o site bloqueia o nosso robô. Autoesporte, Jornal do Carro e Motor1 ficam fora pelos termos e pelo robots.txt.

A nota das revistas ainda não aparece no site. Ela só vai ao ar depois de um parecer de advogado.

Índice de destaque

O índice é uma nota de 0 a 100 que junta cinco coisas. Ele decide a ordem das vitrines e do destaque da página inicial.

Parte Peso O que é melhor
Desconto PCD ou CNPJ 35 maior
Desvalorização por ano 20 menor
Revisões, em % do preço 15 menor
Seguro, em % do preço 15 menor
Nota das revistas 15 maior

Passo 1: comparar com os parecidos. Cada parte vira uma nota de 0 a 100 comparando o carro só com os do mesmo tipo (hatch com hatch, picape com picape). Essa nota é o percentil: diz quantos carros da lista ficam atrás.

Exemplo: 5 hatches com desconto de 8%, 10%, 12%, 15% e 20%. O de 15% tem 3 carros atrás dele, de 4 possíveis. Nota: 3 dividido por 4 = 75.

Nas partes de custo a conta é invertida: o carro que perde menos valor, ou paga menos revisão e seguro, ganha a nota maior.

Passo 2: juntar as partes. Multiplicamos cada nota pelo peso, somamos e dividimos pela soma dos pesos usados.

  • A parte que falta sai da conta, e os pesos das outras se redividem. O carro não ganha nem perde ponto por falta de dado.
  • Estimativa vale metade do peso. É o caso do seguro pela taxa média e da desvalorização com pouco histórico.
  • Enquanto a nota das revistas não estiver no ar, ela não entra. O peso total fica 85, e não 100.

Exemplo: desconto com nota 75 (peso 35), desvalorização 60 (peso 20), revisões 50 (peso 15) e seguro estimado 40 (peso 15 pela metade, 7,5).

  • Soma: 75 × 35 + 60 × 20 + 50 × 15 + 40 × 7,5 = 2.625 + 1.200 + 750 + 300 = 4.875.
  • Pesos usados: 35 + 20 + 15 + 7,5 = 77,5.
  • Índice: 4.875 dividido por 77,5 = 62,9, que arredonda para 63.

Quando o índice aparece. Só para carro com desconto PCD ou CNPJ conferido (grupo A), e só quando há o desconto e mais 2 partes, somando ao menos 65% do peso. No exemplo acima, os pesos usados são 77,5 de 85, ou 91%: o índice aparece.

Quando falta alguma parte, ou alguma é estimada, o índice aparece com o selo “índice parcial”, e a página diz o que entrou.

Teste dos pesos. Todo dia a rotina refaz a conta com cada peso 5 pontos para mais e para menos. Se mais de 3 dos 10 primeiros carros mudarem, os pesos voltam para revisão. Assim a ordem não depende de um número escolhido por acaso.

O que a rotina faz

A rotina é o programa que roda sozinho na nuvem, coleta os dados, confere e publica.

  • Todo dia: preços, notícias, fichas, avaliações das revistas e o índice de destaque.
  • Todo mês: a tabela Fipe.
  • Quando algo acontece: no dia de um lançamento, a rotina busca preço, ficha e foto só daquele carro.

O que a rotina nunca faz: contornar bloqueio de robô, trocar a identificação do robô, usar chave de acesso achada em página, ou passar pela inteligência artificial o texto de um site que não permite.

Achou um número errado? Peça uma correção.